CULTURA TÉCNICA E TECNOESTÉTICA NO ENFRENTAMENTO DA DISCRIMINAÇÃO ALGORÍTMICA
IMPLICAÇÕES DECOLONIAIS NA GERAÇÃO DE IMAGENS PARA O ENSINO DE INGLÊS
Palavras-chave:
Discriminação algorítmica; Cultura técnica; Tecnoestética; Decolonialidade; Ensino de inglês.Resumo
Este estudo analisa o potencial das inteligências artificiais na produção de imagens no contexto da educação profissional, com foco na elaboração de cursos de inglês para fins específicos. Parte-se da compreensão de que as tecnologias digitais não são neutras, mas reproduzem e atualizam desigualdades históricas, especialmente no que se refere à representação de grupos minorizados. Ancorada na perspectiva da colonialidade, a pesquisa articula as contribuições de Fanon (2020) à noção de discriminação algorítmica proposta por Silva (2022), compreendendo os sistemas de IA como espaços de reconfiguração de dinâmicas coloniais. Paralelamente, mobilizam-se os conceitos de cultura técnica e tecnoestética de Simondon (1998; 2020) como fundamentos para a análise crítica e para a proposição de intervenções. Metodologicamente, adota-se uma abordagem qualitativa, com delineamento de pesquisa-ação, estruturada em cinco ciclos: diagnóstico, planejamento, ação, avaliação e reflexão. Os resultados evidenciam a presença de vieses como sub-representação, estereotipação e sexualização, indicando que a articulação entre cultura técnica e tecnoestética constitui um caminho relevante para o enfrentamento da discriminação algorítmica na produção de materiais didáticos.
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